Ramallah ou Ramacá?
Discordo da ação do governo israelense, que, há cerca de duas semanas, prendeu 1/3 do governo do Hamas. Deveriam ter prendido 1/3 do nosso, no Brasil. E, talvez, ainda não fosse suficiente.
Uma homenagem em plena Copa do Mundo
A cena foi inusitada. Esperava-se de tudo. Discursos de protesto, graves demonstrações neonazistas e até mesmo terrorismo. Tudo isso, menos homenagem. Para mim, a Copa de 2006, na Alemanha, não ficará marcada pela crença de que poderia ter havido ali bombas e ódio. Nem pela frustração da torcida brasileira com Ronaldinho e seus companheiros. O fato é que, pela primeira vez, vi a bandeira de Israel ser erguida em público por um não judeu, sem que o objetivo fosse atear fogo nela.
Para quem não viu ou já não se lembra, o zagueiro John Paintsil, da seleção de Gana, agitou a bandeira para celebrar os gols de seu time contra a República Tcheca. Foi, em suas palavras, uma homenagem a Israel, já que atua no campeonato israelense de futebol pelo Hapoel Tel Aviv e gosta muito dos torcedores do país.
O comentarista esportivo egípcio Allaa Sadek parece não ter partilhado de minha alegria ao ver o gesto de Paintsil. Chamou o jogador de ignorante e estúpido. O governo ganês preferiu não tomar partido na polêmica e pediu desculpas à Liga Árabe pelo gesto do atleta. Pensando bem, muitos judeus e israelenses também não gostariam de ver caso similar com a bandeira palestina e exigiriam retratações.
São particularidades do Oriente Médio, onde ataque, defesa e artilharia não costumam ser meras metáforas futebolísticas. Cá entre nós, vale o ineditismo do gesto. Cansei de ver na TV a bandeira de Israel ser dilacerada mundo afora.

Israel 1970
Em 1970, no México, ocorreu a única participação da seleção de Israel em Copas do Mundo. No primeiro jogo, deu Uruguai 2x0. No segundo, empate em 1x1 com a Suécia. No terceiro, 0x0 com a Itália. Se não deu para passar da primeira fase do torneio, pelo menos o minian da Copa esteve garantido.
Escrito por Eduardo S. às 02h59
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